sábado, 4 de outubro de 2008

Sensos comuns

Tenho dado por ela, ultimamente, que se fala muito em opções de vida quando se fala em homossexualidade. Programas de televisão são dedicados ao tema com a melhor das intenções e falam em opção. Pessoas são entrevistadas e dizem que respeitam a opção de cada um... Entre muitas outras que oiço no dia a dia, revistas e afins...
Sei que a maioria das vezes não é por mal que as pessoas se referem à homossexualidade como uma escolha, mas não é a realidade.

A homossexualidade não é uma escolha, as pessoas não escolhem ser homossexuais ou heterossexuais. Ser homossexual é ter uma orientação sexual diferente de um heterossexual. Existem vários tipos de orientação sexual, podemos ser hetero, bi ou homossexuais, mas nenhuma delas é uma escolha.

Senão vejamos, acham que alguém no seu perfeito juízo escolheria pertencer a um grupo minoritário de pessoas que são discriminadas a todos os níveis? Se fosse uma escolha, para que raio as pessoas iriam prejudicar-se tanto a elas próprias escolhendo pertencer a uma "categoria" que lhes trás tantos dissabores, injustiças e falta de direitos legais.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Acabou o Ramadão

Desde quarta feira, o manelzinho já pode comer normalmente...

New York New York

Frozen in Grand Central Station

"This is a prank on a "grand" scale. Over 200 people gathered at Grand Central Station in New York to pull off a 'frozen in place' act. The onlooking travelers who weren't part of the act were mystified as to what was going on."

Indies ultra-contemporâneos

KLAXONS

O intervencionsimo tardio de Marco Paulo


Canção Proibida 1978

Uma canção foi proibida,
Antes de ser canção de alguém,
Numa gaveta foi escondida,
p’ra não pertencer a ninguém

Mas hoje o tempo é mais verdade
E não tem medo da canção
Que anda no campo e na cidade
Livre como a voz da razão

A canção andou por aí,
Qual ave solta na manha de primavera
A canção mais bela que ouvi
Depois de tanto tempo à sua espera

Todos nós iremos cantar
Aquela paz feita canção da nossa vida
Não se conhece o autor, mas essa canção de amor
Nunca mais há-de ser canção proibida

Mas hoje o tempo é mais verdade
E não tem medo da canção
Que anda no campo e na cidade
Livre como a voz da razão

A canção andou por aí,
Qual ave solta na manha de primavera
A canção mais bela que ouvi
Depois de tanto tempo à sua espera

Todos nós iremos cantar
Aquela paz feita canção da nossa vida
Não se conhece o autor, mas essa canção de amor
Nunca mais há-de ser canção proibida

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O Eclipse

Agosto em Lisboa...
Eu e o Pedro que, habitualmente, ligamos muito pouco a fenómenos astronómicos, acabámos de jantar, em casa (Alfama) e lá fomos para a paragem do eléctrico. Como verdadeiras pessoas de hábitos que somos, costumamos ir tomar café no fim de jantar, sempre no mesmo sítio, no Bairro Alto, o Estádio.
À espera do eléctrico 28... Nesse dia, a lua estava torta!
"Oh Pedro, olha lá, a lua está torta! Alguma vez viste a lua assim!? "
Tentei incansavelmente fotografa-la, mas a minha máquina, que não é grande coisa, não fotografou nada senão um borrão de luz...
"Saímos da órbita" diz ele, ou "a lua mudou de sítio". Eu, a mais derrotista dos seres humanos, disse-lhe que devia ser o princípio do fim do mundo.
"Pelo menos morremos acompanhados um pelo outro" diz. Somos amigos há muitos anos e de uma cumplicidade fantástica. Na realidade, morreríamos bem na companhia um do outro. "Espero ir ainda a tempo de tomar um café antes de morrer"
Viciada em cafeína, acendi um cigarro... O eléctrico chega (porque chega sempre quando resolvo fumar) e lá vamos nós. numa viagem que ainda demora uns 15 minutos. Na praça Trindade Coelho, voltamos a olhar, a lua já não está tão torta, mas o fim do mundo ainda se avizinha! No Estádio o funcionário, que nos conhece há uns bons anos, vem muito bem disposto (coisa rara) e diz-nos:
"Então? Viram o eclipse?" Caras de parvos...
"Oh... É um eclipse?! Eu pensei que fosse o apocalipse..." Fiquei desiludida... Afinal não era nada de especial!

O café soube-me como todos os outros e eu a pensar que seria maravilhoso...