quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

sábado, 20 de dezembro de 2008

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem

No dia 10 de Dezembro de 1948, foi adoptada, pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos do Homem...

"Artigo 1°
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
"

Aqui em pdf

NEPAL: Supremo aprova casamentos entre pessoas do mesmo sexo

Sexta-feira, 5 Dezembro 2008 15:38

O Supremo Tribunal do Nepal deu o seu aval aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, obrigando o governo a legislar sobre o assunto.
Sunil Babu Pant, o primeiro legislador abertamente gay no país e um activista dos direitos LGBT no sul da Ásia afirmou: "Esta decisão é um marco para as minorias sexuais e é muito bem vinda".
O tribunal indicou que o governo deve organizar uma comissão para estudar leis de casamento civil e união civil em outros países e recomendar legislação similar a ser aplicada no Nepal.
O tribunal realçou a importância de as novas leis não serem discriminatórias em relação às minorias sexuais, especialmente na linguagem utilizada. Como exemplo referiu que o travestismo não é uma perversão mas sim uma forma de expressão do indivíduo.
"Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais... são pessoas naturais independentemente do género masculino ou feminino, e têm o direito de exercer os seus direitos e viverem uma vida independente na sociedade" pode-se ler no texto publicado em 17 de Novembro e que é resultado de uma acção legal por parte de associações locais.

Aqui

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008


Basta PUM Basta!!!

"Vaticano é contra a descriminalização da homossexualidade

Representante da Igreja Católica na ONU diz que a Santa Sé vai se opor ao projeto da França que proíbe a classificação da homossexualidade como crime.
O observador permanente do Vaticano na Organização das Nações Unidas (ONU), monsenhor Celestino Migliore, afirmou nesta segunda-feira (1) que a Santa Sé é contrária ao projeto de descriminalização da homossexualidade que será proposto pela França, com o apoio da União Européia. De acordo com Migliore, o projeto fará com que alguns países sejam submetidos a “enorme pressão”. Migliore afirmou que tudo o que “favorece o respeito entre as pessoas faz parte do patrimônio humano e espiritual” e que o “catecismo da Igreja Católica diz, e não é de hoje, que os homossexuais não devem sofrer discriminação injusta”. Segundo o enviado do papa Bento 16, no entanto, o projeto que a França vai defender na Assembléia Geral da ONU é uma questão diferente, e que, se for adotado, criará “novas e implacáveis discriminações”. Para Migliore, “os Estados que não reconhecem a união entre pessoas do mesmo sexo como ‘casamento’ serão submetidos a pressões internacionais”. "
Aqui

Pois... Segundo o Vaticano não podemos pressionar os países para discriminalizar a homossexualidade... Claro que não!
Há dezenas de países onde as pessoas são condenadas à morte, presas e torturadas por serem homossexuais.

O Vaticano coloca-se, assim, ao lado de países como Nigéria, Irão ou Afeganistão no chumbo à declaração das Nações Unidas que pretende o fim da criminalização da homossexualidade.
O Vaticano recusa-se a condenar países que considerem a homossexualidade um crime, aplicando, inclusivamente, a pena de morte!

Acho muita piada quando chamam o Islão de extremista, cada vez acho mais piada!!!!!

"Uma geração que consente deixar-se representar por um Vaticano é uma geração que nunca o foi. É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!"

Morra o Vaticano, morra! PIM!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Dada Manifesto

(1916, Hugo Ball)

Dada is a new tendency in art. One can tell this from the fact that until now nobody knew anything about it, and tomorrow everyone in Zurich will be talking about it. Dada comes from the dictionary. It is terribly simple. In French it means "hobby horse". In German it means "good-bye", "Get off my back", "Be seeing you sometime". In Romanian: "Yes, indeed, you are right, that's it. But of course, yes, definitely, right". And so forth.

An International word. Just a word, and the word a movement. Very easy to understand. Quite terribly simple. To make of it an artistic tendency must mean that one is anticipating complications. Dada psychology, dada Germany cum indigestion and fog paroxysm, dada literature, dada bourgeoisie, and yourselves, honoured poets, who are always writing with words but never writing the word itself, who are always writing around the actual point. Dada world war without end, dada revolution without beginning, dada, you friends and also-poets, esteemed sirs, manufacturers, and evangelists. Dada Tzara, dada Huelsenbeck, dada m'dada, dada m'dada dada mhm, dada dera dada, dada Hue, dada Tza.

How does one achieve eternal bliss? By saying dada. How does one become famous? By saying dada. With a noble gesture and delicate propriety. Till one goes crazy. Till one loses consciousness. How can one get rid of everything that smacks of journalism, worms, everything nice and right, blinkered, moralistic, europeanised, enervated? By saying dada. Dada is the world soul, dada is the pawnshop. Dada is the world's best lily-milk soap. Dada Mr Rubiner, dada Mr Korrodi. Dada Mr Anastasius Lilienstein. In plain language: the hospitality of the Swiss is something to be profoundly appreciated. And in questions of aesthetics the key is quality.

I shall be reading poems that are meant to dispense with conventional language, no less, and to have done with it. Dada Johann Fuchsgang Goethe. Dada Stendhal. Dada Dalai Lama, Buddha, Bible, and Nietzsche. Dada m'dada. Dada mhm dada da. It's a question of connections, and of loosening them up a bit to start with. I don't want words that other people have invented. All the words are other people's inventions. I want my own stuff, my own rhythm, and vowels and consonants too, matching the rhythm and all my own. If this pulsation is seven yards long, I want words for it that are seven yards long. Mr Schulz's words are only two and a half centimetres long.

It will serve to show how articulated language comes into being. I let the vowels fool around. I let the vowels quite simply occur, as a cat miaows . . . Words emerge, shoulders of words, legs, arms, hands of words. Au, oi, uh. One shouldn't let too many words out. A line of poetry is a chance to get rid of all the filth that clings to this accursed language, as if put there by stockbrokers' hands, hands worn smooth by coins. I want the word where it ends and begins. Dada is the heart of words.

Each thing has its word, but the word has become a thing by itself. Why shouldn't I find it? Why can't a tree be called Pluplusch, and Pluplubasch when it has been raining? The word, the word, the word outside your domain, your stuffiness, this laughable impotence, your stupendous smugness, outside all the parrotry of your self-evident limitedness. The word, gentlemen, is a public concern of the first importance.

Primeiro Poema Português Dada

(1917)
por Fernando Pessoa

SAUDADE DADA

Em horas inda louras, lindas
Clorindas e Belindas, brandas,
Brincam no tempo das berlindas,
As vindas vendo das varandas.
De onde ouvem vir a rir as vindas
Fitam a fio as frias bandas.

Mas em torno á tarde se entorna
A atordoar o ar que arde
Que a eterna tarde já não torna!
E em tom de atoarda todo o alarde
Do adornado ardor transtorna
No ar de torpôr da tarda tarde.

E há nevoentos desencantos
Dos encantos dos pensamentos
Nos santos lentos dos recantos
Dos bentos cantos dos conventos...
Prantos de intentos, lentos, tantos
Que encantam os attentos ventos.


in Portugal Futurista, nº 1. Lisboa: 1917. Contexto ed. 1981

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008